VESTÍGIOS DO ANTIGO EDIFÍCIO RELIGIOSO DE OLIVEIRA DO CONDE

LUGAR: Oliveira do Conde
FREGUESIA: Oliveira do Conde
C.M.P.: 210 DE 1993
UTM.: 29 tne 878772
ALTITUDE: 288 metros

Acessos: Antigamente este elemento arquitetónico encontrava-se no adro da Igreja Matriz de Oliveira do Conde, embutido no muro, junto ao poste de electricidade, hoje em dia encontra-se no Museu Municipal Manuel Soares de Albergaria, em Carregal do Sal.

Da época provavelmente alto medieval, junto ao quadrante Este da atual Igreja Matriz de Oliveira do Conde, foi identificado, num dos seus muros, parte de um elemento arquitectónico que eventualmente pertenceria a um remate de janela do primitivo edifício religioso.
Trata-se de uma peça rara, de notável beleza escultórica, podendo ainda ser observados os seus arcos encimados por moldura decorada com boleados, característicos da época.

VESTÍGIOS MEDIEVAIS DA QUINTA DAS MARIAS

LUGAR: Quinta de Marias
FREGUESIA: Oliveira do Conde
C.M.P.: 210 de 1993
UTM: 29 TNE 877774
ALTITUDE: 288 metros

Acessos: propriedade privada, a cerca de 200 m para Noroeste da Igreja Matriz de Oliveira Conde

No decorrer de prospecções arqueológicas realizadas na freguesia de Oliveira do Conde, numa área recentemente surribada, a cerca de 200 metros para Noroeste da Igreja Matriz daquela vila, foram identificados à superfície inúmeros fragmentos de cerâmica de uso doméstico que apontam para uma cronologia medieval e pós medieval, tendo entretanto sido recolhidos, mais a Norte, perto de uma casa em ruínas, alguns fragmentos de cerâmica de construção (tegulae).
A área surribada a em questão teria feito parte integrante da propriedade da antiga igreja românica, em cujo local ainda permanece uma singular e notável fonte de chafurdo ou de mergulho. É constituída por um arco em volta perfeita de seis aduelas, encimado por três nichos (um central e dois laterais), rematado por frontões direitos, cuja cronologia poderá remontar à construção daquela antiga igreja românica.
Trata-se de um monumento dignamente expressivo que justifica a sua plena inventariação, sendo de supor que se tomem as medidas urgentes com vista à sua efectiva salvaguarda e conservação.

MARCO MILIÁRIO ANEPÍGRAFO DE OLIVEIRA DO CONDE

LUGAR: Oliveira do Conde
FREGUESIA: Oliveira do Conde
COORD.:UTM 29 TNE 874772
C.M.P.:211, Ervedal da Beira, 1993
ALTITUDE: 321 metros

Este marco miliário, anepígrafo, com cerca de 1,2 metros de altura, pertencia a uma via romana.
A parte inferior não visível, está enterrada a cerca de 40 cm de profundidade, apresentando na parte superior afuniladas devido às caraterísticas do granito e do desgaste provocado pelos agentes erosivos.

MARCO GEODÉSICO DE OLIVEIRA DO CONDE

Trata-se de um antigo marco geodésico, que pode ser encontrado entre Oliveira do Conde e Vila Meã. Tem formato de tronco de cone, localizado numa zona de pinhal, sobre um afloramento granítico. O marco, que servia como referência de cota altimétrica, foi construído com pedras de granito de pequeno calibre e argamassa no inicio do século passado e mede 2,30 metros.

Existe outro marco com as mesmas caraterísticas em Oliveirinha.

Sepulturas Medievais

A história dos estudos da sepulturas escavadas na rocha em Portugal remonta à década de 30, com publicações pontuais em revistas como O Archeologo Português, Portugália e Revista de Guimarães, desenvolvidos por Leite de Vasconcelos, Santos Rocha, Martins Sarmento, Félix Alves Pereira e Vergílio Correia.
Este tipo de sepulturas estariam mais relacionadas com uma realidade de povoamento disperso, havendo na região um número reduzido das mesmas.
Este género de estudos, apesar dos problemas com que se deparam no respeitante à associação entre cronologias, formas específicas de cada sepultura, e condição social-sexual do inumado, contribui para o conhecimento dos pressupostos mentais do culto dos mortos, formas de povoamento, condições sociais e económicas de uma sociedade que somente agora começa a ser vislumbrada.
A recolha de informação oral nas diversas vilas e aldeias que constituem o concelho foi neste aspeto, interessante verificar que as sepulturas são frequentemente designadas pela população como “pias”, “cova da moura” ou “masseiras”, significando esta última denominação o sítio onde a “moura amassava o pão”.
No levantamento foram contabilizadas vinte e cinco sepulturas, todas elas tendo como material de construção o granito. Nenhuma tampa foi encontrada, pois certamente sofreram reutilizações múltiplas, impossibilitando a sua identificação.

Sepultura das Hortas

"A sepultura antropomórfica das Hortas localiza-se num afloramento granítico, no lugar com o mesmo nome forma um conjunto de duas, juntamente com uma sepultura semelhante, à distância de 50m, dentro da área da Laje da Igreja, sendo esta última mais distante do caminho.
A Sepultura das Hortas, localiza-se do lado esquerdo limítrofe, com o caminho fazendeiro, numa zona de encosta com leve inclinação e cujo acesso segue, em direção à Azenha.
O referido monumento é uma sepultura antropomórfica, com cerca de 1,80m de comprimento e 0, 45m de largura, tratando-se, pela dimensão de uma sepultura de adulto. Este monumento constitui um testemunho histórico, da prática de sepultamentos própria da Alta Idade Média e simultaneamente, do povoamento e ocupação do território e por conseguinte, para a história e identidade local.
A sua envolvência é de campos cultivados, com abundância de água no solo , permitindo uma biodiversidade rica, de cultivo e arvoredo e linhas de água. Estes elementos, bem como o acesso à Azenha, são atualmente integrantes da “GR da Pinha e do Pinhão”, com muita proximidade ao Circuito Pré - Histórico Fiais/Azenha.
A valorização do monumento e salvaguarda do monumento foi iniciativa da Junta de Freguesia de Oliveira do Conde que estabeleceu um protocolo de cedência, com Ricardo Pereira tendo procedido a uma intervenção de limpeza e melhoramento do local e, deste modo permitindo a fruição turística de quem passa no caminho".

Texto de: Paula Teles



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