CASA DA TULHA

LUGAR: Tulha
FREGUESIA: Oliveira do Conde
C.M.P.: 210 DE 1993
UTM: 29 TNE 905764
ALTITUDE: 200 metros

Acessos: seguir o caminho que sai da 1ª cortada à esquerda antes do Penedo da Víbora até à tulha. O monumento encontra-se a 400 metros do Rio Mondego, do lado esquerdo do caminho, sendo o acesso presentemente difícil.

A Casa da Tulha fica localizada na vertente Norte do Rio Mondego de que dista apenas cerca de 400 metros e a cerca de 700 metros, em linha recta, para Sudoeste do Penedo da Víbora, a uma cota altimétrica de 200 metros.
Trata-se de uma estrutura totalmente construída em pedra, de planta sensivelmente quadrada, com cerca de 3,5 metros de cada lado por uma altura de 1,60 metros, tendo uma porta virada a Norte. Fica encaixada entre dois afloramentos graníticos, sendo a sua cobertura constituída por seis blocos de pedra em cujo centro existe uma abertura circular. Esta construção , tal como o nome indica, tinha como funcionalidade o armazenamento da azeitona antes de ir para o lagar e teria constituído um lugar central entre o extenso olival que preencheria os socalcos da encosta Norte do Mondego.
Na área envolvente foram identificados alguns fragmentos de cerâmica de uso comum, de cronologia medieval e pós medieval.

ESTELA FUNERÁRIA DE OLIVEIRA DO CONDE

LUGAR: Adro da Igreja Matriz
FREGUESIA: Oliveira do Conde
C.M.P.: 210 de 1993
UTM: 29 TNE 878772
ALTITUDE: 288 metros

Acessos: adro da Igreja Matriz de Oliveira do Conde, encontrando-se a Estela atualmente depositada na Junta de Freguesia daquela Vila.

No quadrante Sul do Adro da Igreja Matriz de Oliveira do Conde foi identificada uma estela discóide decorada com motivos cruciformes possuindo cerca de 38 cm de diâmetro e 14 cm de espessura e terá pertencido à antiga necrópole medieval que envolvia o antigo templo românico. No atual muro da Igreja Matriz pode ser ainda observado o resto de um elemento arquitetónico daquele antigo monumento.
A estela encontra-se atualmente no Museu Municipal.

INSCRIÇÕES DE OLIVEIRA DO CONDE

LUGAR: Oliveira do Conde
FREGUESIA: Oliveira do Conde
C.M.P.: 200 DE 1993
UTM: 29 TNE 876772
ALTITUDE: 303 metros

Acessos: as epígrafes na parede interior de uma das salas do café Flor do Mondego, em Oliveira do Conde.

No interior de uma das salas do café Flor do Mondego, em Oliveira do Conde, encontram-se duas epígrafes, em dois blocos graníticos de gão fino róseo, que provavelmente teriam pertencido a uma capela erigida em honra de S.João Baptista.
INSCRIÇÃO 1
Leitura: ASPICT BAPTISTAM PVEM/ HAEC LICET IMMENS
Tradução: Baptista olha para este menino a quem é permitido o imenso(...)
INSCRIÇÃO 2
Leitura: TVS VIX CAPIT ORBIS/CONTINET ARCTA DOMVS
Tradução: Uma estreita casa contém o incenso do Mundo (...)

LAGARETA DO VALE DA CARRADA

LUGAR: Vale da Carrada - Fiais
FREGUESIA: Oliveira do Conde
C.M.P.: 211 de 1993
UTM: 29 TNE 902803
ALTITUDE: 306 metros

Acessos: seguir a estrada que parte dos Fiais da Telha em direção às Laceiras. Antes de chegar à ponte sobre o IC12 cortar à direita até chegar a uma palheira em ruínas, ficando o monumento a meia centena de metros para Sudoeste da mesma.

Lagareta escavada na rocha constituída por um piso, o pio e o prato sendo notório que a rudimentar configuração do traçado destes elementos poderá traduzir uma perspetiva de construção primitiva e arcaizante, quer ao nível das formas quer da sua execução. A lagareta veio a ser descoberta por consequência de um incêndio que extinguiu o pinhal onde se situava, ficando a cerca de 100 metros para Este do Penedo do Vale da Carrada.
Por outro lado, a cerca de 20 metros para Este deste monumento, encontra-se um rochedo com buracos de poste, tudo levando a crer ter ali existido uma estrutura alpendrada.

LAGARETA DA ORCA

LUGAR: Orca
FREGUESIA: Oliveira do Conde
C.M.P:. 210 DE 1993
UTM: 29 TNE 892781
ALTITUDE: 286 metros

Acessos: Localiza-se no interior de um pinhal, a cerca de 300 metros para Norte da Orca da Palheira, sendo o seu acesso actualmente difícil.

A Lagareta do Orca situa-se numa zona de pinhal, num pequeno afloramento granítico, junto de vestígios de uma estrutura habitacional ou rural e próxima de duas linhas de água que confluem para a Ribeira da Azenha, qual dista cerca de 250 metros para Este.
Trata-se de um monumento particularmente original dado que o pequeno afloramento rochoso onde se insere a lagareta, já parcialmente destruída, terá originariamente funcionado como suporte ou local priveligiado de manifestações de arte rupestre, sendo, deste modo, identificadas cerca de uma dezena de covinhas, dispersas pela sua superfície ligeiramente convexa.
Por outro lado, num momento posterior, nitidamente identificado pela técnica de picotagem, foram executadas duas depressões mais profundas onde eventualmente assentariam postes de uma estrutura alpendrada e um pio central, de formato circular, no plano inferior do topo Oeste. Porém parte do afloramento rochoso foi entretanto destruído e, com ele, os restantes elementos que eventualmente a constituíam.