A Orca de Santo Tisco, localiza-se em Travanca de S. Tomé no lugar de Santo Tisco, freguesia de Oliveira do Conde, a uma altitude de 308 metros. Trata-se de um dólmen constituído por câmara e corredor pequeno. A câmara apresenta quatro esteios, que originalmente deveriam ascender a oito. O corredor apresenta apenas 2 esteios laterais e uma pedra de cobertura. Num dos esteios da Câmara pode ser observada uma pintura a vermelho, representando um sol com sete raios.
LUGAR : Ameal
FREGUESIA : Oliveira do Conde
C.M.P: 210 de 1993
UTM: 29 TNE 896772
ALTITUDE: 306 metros
Acessos: estradão do Planalto do Ameal, seguindo-se a sinalética do Circuito Pré-histórico Fiais/Azenha.
Núcleo de motivos gravados do tipo cruciforme simples, concentrados no topo Noroeste de um afloramento granítico, localizado no Planalto do Ameal, a cerca de 50 metros para Sudoeste das Gravuras do Ameal 1.
Os motivos poderão estar associados a 8 covinhas implantadas na face Sudoeste desta rocha, havendo ainda a registar uma variação do tipo cruciforme na superfície central do mesmo. Dada a relativa proximidade com as Gravuras do Ameal 1 e as manifestações representadas serem de índole semelhante, poder-se-á admitir que todo o conjunto faça parte do já denominado complexo rupestre do Ameal.
Com base no que foi possível observar, estamos perante um conjunto de manifestações tipológicas de arte rupestre, relacionadas eventualmente com aspetos-mágico-simbólicos e que poderão traduzir determinado tipo de vivências culturais, cuja cronologia e funcionalidade continuarão dependentes de dados mais fiáveis.
Bibliografia: Ribeiro, A.C., 2000:27-28
Pinto, E.j.j., 2001:56
LUGAR: Víbora
FREGUESIA: Oliveira do Conde
C.M.P.: 211 de 1993
UTM: 29 TNE 898769
ALTITUDE:324 metros
O nome deste penedo vem de uma tradição popular.
É um conjunto de afloramentos graníticos de grandes dimensões justapostos, formando um semicírculo. No centro existe um espaço térreo de superfície plana. No seu interior, no quadrante este, observa-se uma pia escavada na rocha de forma semicircular e vestígios de buracos de poste em alguns dos flancos graníticos, que faz supor que já lá existira um abrigo alpendrado.
Este sítio poderá ter sido utilizado desde a Idade Média até à contemporaneidade.
LUGAR - Bóco - Travanca
FREGUESIA - Oliveira do Conde
C.M.P.: 210 de 1993
UT.M: 29 TNE 859795
ALTITUDE: 265 metros
Acessos: seguir o caminho em terra batida que sai de Travanca próximo da escola do 1º Ciclo, em direcção a Cabanas de Viriato. O abrigo fica localizado mesmo em frente ao campo de futebol de Travanca do lado Sul.
Abrigo natural, sob um penedo granítico de grandes dimensões , de configuração ligeiramente circular, virado a Este, com cerca de 20 metros quadrados de área da base e altura média de 1,30 metros.
Possui, nos seus quadrantes Norte e Sul, vestígios de estruturas líticas não naturais, que supostamente teriam funcionado como barreiras de protecção laterais, nomeadamente do vento Norte.
Nas prospecções arqueológicas efectuadas na área envolvente foram identificados vários fragmentos de cerâmica manual, à superfície, que apontam para uma cronologia pré-histórica, bem como a recolha de um movente de mó manual e restos de talhe em quartzo, junto à entrada do abrigo.
O pavimento, no seu interior, é constituído por terras escuras, bastante compactadas e materiais líticos de pequeno calibre, dispersos pela superfície, indicando, à partida, uma boa conservação dos estratos existentes, podendo o sítio revestir-se de potencial interesse arqueológico.
O abrigo do Bóco insere-se num aglomerado de grandes blocos graníticos, situado numa vertente suave, exposta a Sul, a cerca de 600 metros, em linha recta,para Norte da Ribeira de Cabanas.
LUGAR: Carraboilo - Fiais da Telha
FREGUESIA: Oliveira do Conde
C.M.P.: 211 de 1993
UTM: 29 TNE 902 804
ALTITUDE: 313 metros
Acessos: seguir o caminho em terra batida que parte dos Fiais da Telha para as Laceiras. Ao atravessar a ponte sobre o IC12 cortar logo a seguir, à direita, ficando o sítio à esquerda do caminho junto à palheira em ruínas.
Afloramento granítico ao nível do solo, orientado a Norte, sendo a sua superfície ligeiramente convexa. Apresenta 8 covinhas dispostas assimetricamente, com uma dimensão que varia entre os 7,5 cm e os 10 cm de diâmetro.
As covinhas do quadrante Noroeste surgem unidas por um pequeno canal. O conjunto de motivos identificados insere-se na temática de manifestações de arte rupestre, havendo outros paralelos de depressões isoladas localizadas no Concelho, que poderão estar relacionadas com a utilização do meio ambiente ou estratégias de apropriação do espaço entre outras.
Relativamente à sua cronologia e na ausência de estudos ou dados fiáveis, torna-se difícil determinar a sua datação, bem como a sua funcionalidade.
Bibliografia: Inédita
©2020 · IDStudies · Todos os direitos reservados