Este espaço é dedicado a momentos históricos passados em Oliveira do Conde, de interesse público.
Aqui pode consultar vários documentos antigos, entre outras coisas, que o farão viajar no tempo.
Foi realizada uma leitura de todas as atas escritas pela Junta de Freguesia de Oliveira do Conde, anteriormente designada Junta de "Parochia" , desde 1882 a 1997, onde foi retirado as atas mais importantes da história de Oliveira do Conde.
Estes pequenos excertos servem para dar a conhecer à População da Freguesia de Oliveira do Conde alguns acontecimentos passados.
Se houver interesse de consultar estes livros antigos, estes estarão disponíveis na Junta de Freguesia.
22 de janeiro de 1885 (Verso da Página 53)
Nesta sessão pediu a palavra o vogal Francisco Rodrigues de Sousa Leite, que fez sentir a necessidade de algumas obras na igreja e no adro da mesma, assim deliberou a Junta por unanimidade que se reformasse o muro de suporte do adro, a escadaria principal da igreja e uma escada que dê acesso para o adro, ficando construída de forma que sirva de resguardo do alicerce da torre.
10 de abril de 1888 (Página 27)
Esta sessão tinha como fim dar a conhecer aos dignos colegas um oficio enviado pela Câmara Municipal deste concelho (não fala qual era o assunto do oficio). Deliberou-se responder que, para não prejudicar o ano escolar, a Junta não achava conveniente alugar uma casa na povoação de Oliveira do Conde pelas seguintes razões:
1ª – Porque militam as mesmas circunstâncias que havia quando se arrendou a casa do Calvário, visto não haver quem arrendasse dentro da povoação de Oliveira do Conde uma casa apropriada para o ensino como a que a Junta arrendou no Calvário, não só pela “barateza” da renda mas também pelas circunstancias higiénicas que apresentava.
2ª – Que o fim desta Junta foi sempre perguntar à comunidade de todos os povos da “parochia” e não de uma só povoação, porque havendo na Freguesia uma só escola, julga aquele ponto o mais central e mais apropriado.
Esta Junta entende que não é da sua obrigação que o ensino primário seja ministrado na sede da freguesia, mas sim onde as condições higiénicas e as melhores comodidades para todas as povoações.
Esta Junta porem tendo em vista a epidemia (varíola) que grassa na povoação de Oliveirinha e Travanca, não passe para Oliveira do Conde ou outras povoações.
15 de janeiro de 1911 (Verso Página 15)
Esta ata aborda a angariação de donativos para criar uma instituição para as crianças órfãos na Ilha da Madeira. Aborda também que o professor da escola dos rapazes, solicita um ajudante de professor.
09 de abril de 1911 (Verso Página 18)
Esta ata refere um pedido de criação de um Registo civil para Oliveira do Conde, ou em alternativa, um posto de ajudante do Registo Civil.
09 de junho de 1912 (Verso Página 33)
Nesta ata consta o contrato de arrendamento para Habitação da professora de Fiais de Telha, por Frederico Nunes Pantaleão.
03 de junho de 1923 (Página 104)
Nesta ata o novo presidente, Amadeu de Souza Leite propôs ceder e construir um campo de aviação nos seus baldios.
01 de julho de 1923 (Página 105)
Nesta ata refere que os habitantes das povoações da freguesia achavam-se privadas de “receberem o sagrado pão da instrução”., por isso, foi proposto uma criação de uma escola móvel para as mais de 100 crianças de Fiais da Telha e adultos.
05 de setembro de 1926 (Verso Página 111)
Nesta ata a nova administração da Junta não se responsabiliza pela anterior direção, pois esta não apresentou as contas.
Consta também nesta ata que a Igreja Matriz está “em péssimo estado de conservação”, pois não existe uma comissão encarregada da sustentação do culto, da conservação e reparação da igreja. Esta carece de reparações urgentes no telhado sob pena de se estragar por completo.
É necessário também reparar o cemitério da vila de Oliveira do conde, numerar as sepulturas e arranjar um livro de registo para os enterros.
16 de outubro de 1927 (Página 119)
Esta ata refere que a Câmara emitiu um oficio à Junta para esta ceder à Inspeção da Aeronáutica Militar, um terreno baldio nos Coireiais ou Gandaras, no limite dos Fiais da Telha para um campo de aviação. Este foi cedido pela Junta, com 50 hectares.
27 de dezembro de 1931 (Verso Página 1)
Nesta ata é referido que a Professora-chefe das escolas de Oliveira do Conde veio dizer que as escolas vão ser despejadas por causa de uma reclamação da proprietária do edifício, pois uma grande parte das crianças, num total de 242, muitas destas tem estado privadas de frequentar as aulas por falta de “casa que as comporte”, sendo este facto um descrédito para os poderes públicos que não tem olhado com interesse para uma das, mais importantes freguesias do distrito. É proposto estão a construção de um edifício escolar.
Pedem que o Estado olhe para esta situação, visto não ter dado nenhuma contribuição para esta Vila há muitos anos. Como solução para este problema, a Comissão Administrativa do Concelho, propôs um novo contrato de arrendamento no mesmo sitio, embora sem condições, é a única que a titulo provisório que poderia continuar a servir.
Enviaram uma cópia desta ata ao Exmo. Sr. Governador Civil do distrito com todas as reclamações desta povoação.
21 de fevereiro de 1932 (Verso Página 4)
Nesta ata a Junta de Freguesia recebeu o oficio nº 84 vindo do Governador Civil, para a construção de um edifício escolar na sede da Freguesia.
21 de outubro de 1934 (Página 23)
Nesta ata tomou-se conhecimento que a vizinha povoação de Cabanas de Viriato, solicitou à companhia de caminhos de ferro a alteração do nome da Estação de Oliveirinha para Cabanas de Viriato. Foi resolvido protestar e convocar uma sessão extraordinária ainda neste dia na farmácia do Calvário.
05 de maio de 1935 (Verso de Página 26)
Nesta ata a Comissão Administrativa deliberou por unanimidade aceitar a construção do edifício escolar a proposta da compra de uma belga de terra de olival pertencente a D. Felisbela Cândida de Souza no lugar de Chão do Moinho pela quantia de 3800 escudos.
20 de setembro de 1936 (Página 36)
Nesta ata deliberou-se que, depois de ser instalada a Luz elétrica na via publica, a Comissão e o Pároco da freguesia são da opinião de que se deve também instalar luz elétrica na Igreja, atendendo ao ambiente espiritual do templo.
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