Major Américo Olavo


Américo Olavo não é natural de Oliveira do Conde, mas tem a sua vida indissoluvelmente ligada a esta terra. A 16 de dezembro de 1881, nasceu na Freguesia de Santa Maria Maior, no Funchal. Porém, seria através do matrimónio que Américo Olavo ficaria ligado a Oliveira do Conde, ao casar com a Senhora Dª Maria Ernestina Santos Soares de Albergaria, proprietária de um dos solares que engrandece a terra.

Como militar, teve uma carreira notável, tendo integrado o Regimento de Infantaria nº 5, como voluntário, a 12 de agosto de 1901, em novembro seria promovido a Alferes e, em outubro de 1904, concluiu o curso de Infantaria da Escola do Exército, em Mafra. Brevemente, teria nova promoção, como Tenente, investido no dia 1 de dezembro de 1909.

Em 1915, foi promovido a Capitão e, em maio de 1916, integrou o Corpo Expedicionário Português, para participar na Batalha de La Lys, onde se encontravam muitos homens desta terra.

Durante o seu percurso, escreve "Na Grande Guerra”, através da qual denuncia a falta de preparação dos homens e das más condições que o exército português sofreu, sempre na sua defesa. Também ele foi prisioneiro de guerra, tendo saído em liberdade, em dezembro de 1918, após o Armistício.

Uma vez em Portugal, recebeu várias condecorações, como sejam a Cruz da Guerra de 2ª Classe, Ordem de Torre e de Espada, Valor, Lealdade e Mérito. Foi nomeado Grande Cavaleiro da Ordem de Cristo, a 20 de julho de 1919. Foi ainda Comendador da Ordem Militar, a 5 de outubro de 1923 e ainda, Santiago de Espada, a 26 de julho de 1924.

A 27 de maio de 1922, foi promovido a Major e, posteriormente, foi deputado na Assembleia Constituinte e Ministro da Guerra, durante quatro meses, terminando o seu mandato em março de 1924.

Aos 44 anos, morreu de forma trágica, assassinado pelas forças do contragolpe da República, do Marechal Gomes da Costa, a 8 de fevereiro de 1927, em defesa da República e dos seus valores.

Ainda transportado para o hospital, faleceu tendo a esposa a seu lado. Ao cortejo fúnebre, associou-se uma multidão, incluindo alunos da Academia, militares e cidadãos, até ao Cemitério dos Prazeres onde se encontra em jazigo.

Em Oliveira do Conde, passou dias felizes, com a sua esposa. A esta incontornável personalidade da História militar, a Freguesia presta a sua homenagem.